sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CAPACITORES PARTE 1

Olá, hoje iremos iniciar os estudos sobre um componente de vital importância para o funcionamento dos circuitos eletrônicos, e por esse motivo,  é encontrado em grande quantidade em qualquer equipamento, conheceremos hoje, o Capacitor. Com formatos e tamanhos que dependem de seu valor e função, os capacitores podem ser tão pequenos quanto um grão de ervilha ou tão grandes quanto uma garrafa de refrigerante PET de 2 litros! Então vamos nessa!
  • O que é um Capacitor?

Capacitor é um componente eletrônico que armazena carga elétrica ao ser ligado a uma fonte de alimentação. Eles possuem a capacidade de armazenar energia na forma de campo elétrico no seu processo de carga, liberando essa energia no processo de descarga. Utilizados largamente para diversos fins, tanto em aplicações de corrente contínua, como temporizadores, retificadores ou em corrente alternada para correção do fator de potência, filtros passivos, entre outros.
O capacitor possui dois terminais, podendo ser polarizado ou não polarizado, e dentro do capacitor esses terminais são conectados a duas placas metálicas, normalmente de alumínio, que estão separadas por uma substância não condutiva ou um dielétrico. Sendo que esse dielétrico pode ser encarado como um material isolante qualquer, que em alguns casos dá nome ao capacitor (capacitores cerâmicos, de mica, de poliéster, etc). Portanto o dielétrico é um dos indicativos de qual a melhor aplicação para o capacitor.
Todo capacitor tem um parâmetro denominado capacitância cuja unidade é o Farad (F), que determina quanta carga ele é capaz de armazenar. Como 1 Farad (1F) é considerado uma capacitância muito grande, o mais comum é vermos componentes com subunidades do Farad, como microFarad (uF), nanoFarad (nF) ou mesmo picoFarad (pF).

A tendência é de quanto maior a capacitância, maior as dimensões do capacitor, aumentando também os cuidados em seu manuseio. Há também uma tensão máxima impressa no capacitor, essencial para garantir a isolação do dielétrico e manter o funcionamento do dispositivo.
  • Modo de Operação (CARGA E DESCARGA) de um Capacitor 

Outra característica importante dos capacitores é o seu processo de carga e descarga, que garante que a energia acumulada seja descarregada um tempo depois em outra parte do circuito. Analisando em corrente contínua, temos que um capacitor ligado a uma bateria tende a acumular cargas pelo efeito do campo elétrico. A placa ligada ao polo positivo acumula cargas positivas, assim como a placa ligada ao polo negativo que acumula cargas negativas.
Essas cargas não chegam a se combinar graças ao isolante (dielétrico) que separa as placas (também chamadas de armaduras) garantindo que o capacitor, em condições normais de funcionamento, não se torne num curto-circuito e sim um acumulador de cargas. A distância entre as placas também é determinante para o valor final da capacitância. Enquanto conectado na bateria, o capacitor passa pelo processo de carga. Utiliza-se uma resistência em série com o capacitor para controlar seu tempo de carga.

  • Conhecendo mais a sua Unidade! (FARAD)

Capacitores tem o seu valor especificado em Farads que é a unidade básica, mas por conveniência e facilidade na representação numérica é mais comum se utilizar de submúltiplos dessa unidade básica. Em eletrônica os submúltiplos mais usados são:
A conversão entre um submúltiplo e outro é muito simples. Imaginemos um capacitor de 100000pF. concorda que é um numero muito grande para gravar no corpo de um capacitor? A solução é puxar a "virgula" três casas para a esquerda e subir um submúltiplo (Obs.: dividir um valor por 1000 tem o efeito de puxar a virgula em 3 casas a esquerda). 

Assim sendo este mesmo capacitor pode ser grafado como 100nF. Mas em alguns caso, com este valor pode acontecer uma simplificação maior ainda. Então basta deslocar a "virgula" mais 3 casas a esquerda e subir mais uma unidade. Assim sendo o mesmo capacitor de 100000pf também pode ser representado como 0,1µF
De uma forma bem sucinta a tabela abaixo exemplifica melhor:
Suas Aplicações

Os capacitores são muito comuns em circuitos eletrônicos, e dentre suas aplicações genéricas e específicas podemos citar: 

  • como sensores, e um exemplo são as telas touch screen capacitivas,
  • osciladores,
  • filtro de ruídos em sinais de energia,
  • absorver picos e preencher vales em sinais elétricos,
  • divisor de frequência em sistemas de áudio,
  • armazenamento de carga elétrica em sistemas de flash de máquinas fotográficas,
  • em conjunto com transistores em memórias do tipo DRAM,
  • como baterias temporárias em som automotivo (megacapacitor),
  • laser de alta potência (banco de capacitores),
  • radares (banco de capacitores),
  • aceleradores de partículas (banco de capacitores),
  • Sintonizador de rádios (capacitor variável),
  • no start de motores de portão eletrônico (capacitor de partida),
  • em fontes de alimentação, e muito mais.
  

Por hoje é isso, espero que tenha esclarecido suas dúvidas, além de obter maiores informações sobre capacitores!  Na próxima parte sobre capacitores, estarei mostrando e explicando os diversos modelos e suas especificações, deste já um grande abraço, até mais! 
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

DISPLAY COMO FUNCIONA?

Olá, hoje iremos estudar sobre um componente muito usado na eletrônica e encontrado em qualquer produto eletrônico onde se mostra letras e números, falaremos hoje, sobre Display de 7 Segmentos e Alfa Numéricos.
Utilizados largamente como um meio de comunicação visual, os displays são encontrados em painéis ( por exemplo, os painéis de ônibus), instrumentos (um multímetro, micro-ondas, etc), e entre outros. A vantagem de se utilizar este componente se da pelo fato dele ser padronizado, pois sua disposição, tamanho e pinos segue um determinado padrão, possibilitando diversos fabricantes e um custo beneficio melhor para quem for comprar o seu, e também eles são intercambiáveis, ou seja, displays de diferentes fabricantes podem se comunicar, deste que, segue o mesmo modelo (Anodo Comum ou Catado Comum).

  • O que são Displays?

Display e um componente constituído de sete segmentos de LED, e com ele é possível representar números de 0 a 9 e algumas letras rudimentares. Observe na imagem sua arquitetura interna e medidas.
 Observe que, os segmentos são identificados por letras de (a) até (g) e o ponto decimal, é identificado como (dp). A organização interna dos displays de 7 segmentos pode ser na forma de catodo comum, ou anodo comum, conforme ilustrado. Essa arquitetura possibilita maior facilidade no projeto dos circuitos de acionamento desses displays, os detalhes desses circuitos serão abordados mais adiante.
Para se formar um dígito, é necessário acender os segmentos correspondentes. Veja as sequências listadas a seguir para a formação dos números e caracteres mais comuns:
0
zero
a, b, c, d, e, f
1
um
b, c
2
dois
a, b, d, e, g
3
três
a, b, c, d, g
4
quatro
b, c, f, g
5
cinco
a, c, d, f, g
6
seis
a, c, d, e, f, g
7
sete
a, b, c
8
oito
a, b, c, d, e, f, g (todos)
9
nove
a, b, c, f, g
a
maiúsculo
a, b, c, e, f, g
b
minúsculo
c, d, e, f, g
c
maiúsculo
 a, d, e, f
d
minúsculo
b, c, d, e, g
e
maiúsculo
a, d, e, f, g
f
maiúsculo
a, e, f, g
Analisando atentamente a simulação de operação de um display de 7 segmentos, como mostra acima, poderá perceber que as letras formadas nesse tipo de display deixam muito a desejar. Pensando nisso, e buscando uma melhoria, foram criados os displays de 16 segmentos ou alfanuméricos, que já permitem representar de forma razoavelmente boa todas as letras do alfabeto.

  • Displays alfanuméricos

Os displays de 16 segmentos tem sua organização interna típica de um display de 7 segmentos, porém tem logicamente maior número de segmentos de leds, o esquema pode ser observado abaixo. O arranjo interno, tal como os displays de 7 segmentos, também pode ser de anodo comum ou catodo comum. E para se constituir os dígitos nesse display, se utiliza o mesmo modo para os display de 7 segmentos.



Vou ficando por aqui, hoje aprendemos como funciona um display e seu esquema de pinagem, que utilizaremos para futuros projetos com Arduino e Eletrônica, em breve irei mostrar como acionar ambos displays e utiliza-los em outros microcontroladores, então até breve, Abraços!
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

ARDUINO (O COMEÇO DE TUDO!)

Olá, no post de hoje iremos conhecer sobre uma placa, projeto, ideia,  que tomou conta do mundo da eletrônica, utilizada em milhares de diversos projetos e aplicações, ela é usada por professores e novatos da eletrônica para iniciar seus estudos sobre o mundo da eletrônica e programação, hoje iremos falar sobre o Arduino!
O Arduino foi pensado, desenvolvido e criado na Interaction Design Institute, localizada em Ivrea, na Itália em 2005. Tudo começa quando o professor Massimo Banzi procurava uma solução barata que proporcionava aos estudantes de design, uma interação com a tecnologia para desenvolver seus projetos. Ele então, discuti seu problema com David Cuartielles, um pesquisador visitante da Universidade de Malmö, na Suécia, que estava procurando uma solução semelhante, e neste momento, nasce o Arduino!  

Na época, os produtos existentes no Mercado eram caros e relativamente difíceis de se utilizar. Banzi e Cuartielles decide então, desenvolver um microcontrolador que poderia ser utilizado pelos seus estudantes. As principais exigências eram que fosse barato, o preço almejado não poderia ser mais do que, por exemplo, o que um estudante gastaria se saísse para comer uma pizza! E que fosse uma plataforma que qualquer pessoa pudesse utilizar.

David Cuartielles, começa então a desenhar a placa, e um aluno de Massimo, David Mellis, programou o software para executar a placa. Massimo contrata então um engenheiro local, Gianluca Martino, que também trabalhou no Design Institute ajudando alunos com seus projetos, e ele, Gianluca concorda em produzir uma tiragem inicial de duzentas placas.
O nome "Arduino", surge em referência a um bar local frequentado por membros do corpo docente e alunos do instituto.

As placas eram vendidas em forma de kit, para possibilitar que os alunos fizessem seus próprios projetos. A tiragem inicial foi rapidamente vendida, e mais unidades foram produzidas para manter a demanda. Foi quando, designers e artistas de outras áreas começam a ouvir falar sobre o Arduino e começam usá-lo em seus projetos. Sua popularidade cresce rapidamente, e um grande público começa a perceber como o Arduino é um sistema de fácil utilização, de baixo custo e que poderia ser usado em seus próprios projetos, bem como era uma excelente forma de iniciar na programação de microcontroladores.
A definição que segue no site do próprio Arduino, é a seguinte:

" Placas Arduino são capazes de ler entradas - a luz em um sensor, um dedo em um botão, ou uma mensagem de Twitter - e transformá-lo em uma saída - ativação de um motor, ligar um LED, publicar algo online. Você pode dizer ao seu conselho o que fazer através do envio de um conjunto de instruções para o microcontrolador no tabuleiro"

O projeto original recebeu diversas melhorias, e novas versões foram introduzidas. E hoje, as vendas dos Arduinos oficiais ultrapassam mais de 300 mil unidades, e eles são vendidos em todo o mundo por intermédio de uma série de distribuidores. Existe agora no mercado, diferentes versões de placas de Arduino, então daremos uma olhada nelas em breve!
  • Mais então porque utilizar o Arduino em seus projetos?

Podemos dizer que o Arduino é tanto um software quanto um item básico de hardware. Ao mesmo tempo em que ele é um SDK (kit de desenvolvimento de software), é também um ADK (kit de desenvolvimento de acessório).
A ideia do Arduino é possibilitar que desenvolvedores criem aplicativos específicos para rodar em um circuito eletrônico básico. A partir de tais circuitos, o Arduino possibilitará a criação de gadgets e eletrônicos de alta qualidade. E possibilita você a testar um projeto, ou circuito antes mesmo de tirá-lo do papel.

Entre outras vantagens, as que mais se destacam são:
  • Barato
  • Multi-Plataforma
  • Ambiente de Programação de Fácil Utilização, claro!
  • Open source e hardware extensível
  • Open source e software extensível

Vou ficando por aqui, hoje você aprendeu como surgiu essa excepcional placa de desenvolvimento, e nos próximos post irei abordar como utilizá-la, então até lá, Grande Abraço!

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

TIPOS DE ENCAPSULAMENTOS DE TRANSISTORES

Olá, hoje iremos estudar e conhecer os principais tipos de encapsulamentos onde diversos modelos de transistores e semicondutores de potência são construídos. Os terminais normalmente são constituídos de uma liga de cobre ou ferro (dependendo do modelo), recobertos com estanho ou estanho/chumbo e o seu encapsulamento é de resina epóxi.

No mercado, você encontrará diversos modelos, entre eles estão:
Modelos de Encapsulamentos
Porém vamos nos atentar aos principais, aqueles que você encontra em qualquer circuitos eletrônico ok? Com isso, estaremos analisando hoje os encapsulamentos:

  • TO-220
É um modelo de encapsulamento utilizados normalmente para semicondutores como transistores e retificadores controlados de silício, bem como circuitos integrados. Este invólucro contêm três terminais, mais pode-se encontrar ele com dois, quatro, cinco ou sete ligações também. Uma característica notável é um guia de metal com um furo, utilizado na montagem onde se necessita de um dissipador de calor. Já que componentes fabricados utilizando este invólucro, podem se dissipar mais calor do que aqueles construídos em TO-92 por exemplo. Veja mais detalhe em seu datasheet.

  • TO-126
Este modelo é idêntico ao TO-220, tirando a característica do guia metálico, porém ele contém o furo para se prender o componente no dissipador. Veja mais detalhes em seu datasheet.

  • TO-247
Estes encapsulamentos, são utilizados para alocar neles semicondutores de potência, veja mais detalhe em seu datasheet.

  • TO-92
O encapsulamento TO-92 é empregado em transistores de baixa potência, do tipo TBJ e FET, em alguns casos você encontrará outros modelos como: TO-92, TO-94 e TO96. Eles tem as mesmas dimensões, porém a distribuição dos pinos munda de um tipo para outro. Veja mais detalhe em seu datasheet.

  • B: transistor bipolar
  • F: transistor FET
  • E: Emissor
  • B: Base
  • C: Coletor
  • D: Dreno
  • S: Source
  • G: Gate 
Vou ficando por aqui, espero que tenha gostado e não deixem de enviar suas dúvidas e sugestões, abraços!
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domingo, 17 de janeiro de 2016

O FUNCIONAMENTO DO TRANSISTOR PARTE 1

 Olá! Hoje iremos abordar um assunto grande e amplo, por tanto peço a você que preste e leia com atenção todas as informações sobre o funcionamento do componente mais importante em eletrônica, o transistor. Abordaremos hoje sobre o modelo mais usado de transistor, o BJT (Transistor de Junção Bipolar), falaremos de suas utilidades, ganhos , e formas de analisá-los. Então vamos nessa!

 Antes de tudo, temos que entender que o transistor veio de uma necessidade de substituir as válvulas eletrônicas, como vimos no post sobre a história do transistor. Ou seja, foi desenvolvido para realizar as mesmas função das válvulas, e quais são?

Basicamente, controlam o fluxo, de que? Elétrons no circuito (a chamada corrente elétrica), assim, quando a válvula está "aberta", deixa fluir toda a corrente no circuito e quando está "fechada", ocorre o contrário, interrompe toda a passagem de corrente. Sendo assim, o transistor veio já com a sua primeira utilidade, função de "chave". Muitos anos se passaram, muitas, foram as pesquisas e testes sobre o transistor realizados até descobrir outra utilidade para o mesmo, podiam usá-lo como amplificador de sinal e corrente.
  • Como é a simbologia do transistor?
São várias as simbologias de transistor que você encontrará, porém iremos no post de hoje nos atentar só a duas do tipo BJT:
Transistores BJT
Nos dois casos temos três terminais, Base(B), Coletor(c) e Emissor(E) e funcionam assim, emissor e coletor são conectados em série a um circuito elétrico que pode ou não ser alimentado por uma corrente. A base é ligada a outro ponto do circuito cuja finalidade é controlar o estado do transistor. Quando uma tensão elétrica é aplicada à base, o transistor “abre”, ou seja, funciona como condutor, permitindo que uma corrente elétrica flua entre emissor e coletor e alimente o circuito ao qual está ligado. Quando a tensão aplicada à base é nula, o transistor “fecha” e se comporta como um isolante, impedindo o fluxo da corrente e cortando a alimentação do circuito.

A seta indica o sentido da corrente, e também o Emissor fica sempre no terminal onde está a seta.
  • Transistor como Amplificador
Um transístor também é utilizado como amplificador, e isso ocorre quando a corrente de base oscila entre zero e um valor máximo. Neste caso, a corrente de coletor é um múltiplo da corrente de base. Se aplicarmos na base do transistor um sinal, vamos obter uma corrente mais elevada no coletor proporcional ao sinal aplicado:
  • Ganho de um transístor
O ganho de um transístor, é uma característica do transístor utilizada para especificar qual transistor será usado em um determinado circuito, é o fator de multiplicação da corrente de base (Ib)ou Beta ß ou hfe do transístor.
A formula matemática que permite efetuar o cálculo é :
Ic = Ib x ß 
* Ic: corrente de coletor
* Ib: corrente de base
* ß : beta (ganho)

Existem algumas especificações que vem definidas pelo fabricante onde são utilizadas para o cálculo do ganho:

  • Ref ou Tipo: é o nome do transistor.
  • VCEO: tensão entre coletor e emissor com a base aberta.
  • VCER: tensão entre coletor e emissor com uma resistência no emissor.
  • Pol: polarização; N=NPN e P=PNP.
  • PTOT: Potência máxima que o transistor pode dissipar
  • Ft: Frequência máxima.
  • Encapsulamento: Cápsula do transístor que define cada um dos terminais.

Por hoje é isso, vimos hoje sobre os dois tipos de transistor mais utilizados, suas utilidades e ganho. Em um próximo post estarei explicando as configurações de transistor BJT e também sobre suas zonas de funcionamento, então até a próxima!
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sábado, 16 de janeiro de 2016

HISTÓRIA DO TRANSISTOR (O COMEÇO DE TUDO!)

Olá a todos! Hoje vamos brincar de historiador haha' e descobrir como surgiu o componente mais importante da eletrônica, o Transistor. Ele está entre as 10 invenções mais importantes do MILÊNIO, pois se hoje temos computadores pessoais, telefones celulares, e muitos outros equipamentos eletrônicos compactos e baratos, é graças a invenção deste componente. No entanto, poucos conhecem sua história real e quem trabalha com eletrônica não pode deixar de saber como surgiu o mais importante de todos os componentes eletrônicos.

A ideia de se criar o transistor, veio da necessidade  de computadores mais complexos na época das pesquisas militares, e com isso, precisavam de componentes mais complexos e baratos, pois as válvulas daquela época já não estavam suprindo as necessidades. 

Foi então que cientistas começaram a procurar e desenvolver novos componentes, e muitas dessas pesquisas tinham como objetivo estudar novos materiais, tanto condutores quanto isolantes. Os pesquisadores começaram então a descobrir que alguns materiais não se adequava nem em um grupo nem em outro, pois, de acordo com os dados, podiam atuar tanto como isolantes quanto como condutores, formando uma espécie de grupo intermediário que foi logo apelidado de grupo dos semicondutores.

Foi ai, que eles perceberam que tinham encontrado a chave para desenvolver o transistor. Com isso, primeiro protótipo surgiu em 16 de dezembro de 1947, consistindo em um pequeno bloco de germânio (que na época era junto com o silício o semicondutor mais pesquisado) e três filamentos de ouro. Um filamento era o polo positivo, o outro, o polo negativo, enquanto o terceiro tinha a função de controle.
O Primeiro Transistor
  • Mais como funcionava este primeiro modelo?

Eles perceberam que aplicando uma carga elétrica apenas no polo positivo, nada acontecia: porque o germânio atuava como um isolante, bloqueando a corrente. Porém, quando era aplicada tensão também no filamento de controle, o bloco de germânio se tornava condutor e a carga elétrica passava a fluir para o polo negativo. Então ali, eles haviam criado um dispositivo que substituía a válvula, que não possuía partes móveis, gastava uma fração da eletricidade e, ao mesmo tempo, era muito mais rápido.

A partir desse momento, eles começaram a desenvolver métodos para aperfeiçoa-lo, pois como vemos, ele era muito grande. E não demorou muito pra isso acontecer. Durante a década de 1950, o transistor foi aperfeiçoado e passou a gradualmente dominar a indústria, substituindo rapidamente as problemáticas válvulas. Os modelos foram diminuindo de tamanho, caindo de preço e tornando-se mais rápidos. Alguns transistores da época podiam operar a até 100 MHz.

Entretanto, o grande salto foi a substituição do germânio pelo silício. Isso permitiu miniaturizar ainda mais os transistores e baixar seu custo de produção. Os primeiros transistores de junção comerciais (já similares aos atuais) foram produzidos a partir de 1960 pela Crystalonics, decretando o fim da era das válvulas. A ideia central no uso do silício para construir transistores é que, adicionando certas substâncias em pequenas quantidades, é possível alterar as propriedades elétricas do silício.
O fim delas....
Sendo assim, o transistor se tornou o responsável pela amplificação de sinal, além de servir como um controlador que interrompe ou libera a passagem de corrente elétrica. E por tudo isso e mais um pouco que abordarei em outros post, o transistor é considerado o mais importante componente da eletrônica. Então até a próxima e abraços!
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

MICA ISOLANTE


Olá! Hoje iremos aprender sobre um isolante muito usado na eletrônica, chamado Mica Isolante. Ela é usada como o próprio nome diz, para isolar algum componente que gera calor dentro do circuito e precisam ser isolados eletricamente, colocando ela entre o componente e um dissipador de potência.

Ela é considerada um dos melhores isoladores para semicondutores, pois resiste a altas temperaturas e em alguns casos, são utilizadas como condutor térmico. Outro detalhe importante é a sua baixa absorção de umidade, trazendo assim segurança ao circuito e componente. A Mica Isolante é constituída de um silicato contendo alumínio, magnésio e potássio, com estrutura em forma de folha.

São diversos os modelos encontrados no mercado, dentre eles estão:

– TO 218 (22mm x 18mm) – com ou sem furo;

– TO 220 (19,3mm x 13,4mm) – com ou sem furo;

– TO 247 (22mm x 16mm) – com ou sem furo;

– TO 92 (28mm x 22mm) – com ou sem furo;

– TO 3 (oval);
Suas características podem variar, dependendo do determinado componente que será utilizado, porem os valores pouco se modificam e com isso podemos tomar como base para utilizarmos, os valores padrões contidos abaixo:

– Condutividade Térmica: 1,7 Wm-¹K-¹;

– Resistência à Tração: 275 KP/cm²;

– Espessura média: 0,10 mm ± 0,05;

– Resistência Térmica: 0,35 K/W;

– Tensão de Ruptura: 2.4 K/V;

– Constante Dielétrica: 3.5 a 106 Hz;

– Resistividade Volumétrica: 1013 – 1017;

– Dureza: 80 – 150 Shore;

– Temperatura Máxima de Operação: 550 °C 3.

Vou ficando por aqui, espero que tenham aprendido um pouco mais sobre este isolante pouco comentado, mais que tem uma função muito importante na hora de aplicar uma isolação elétrica em um determinado componente, então por hoje é isso, abraços!
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

RESISTORES PARTE 3

Olá! No post de hoje iremos aprender sobre os diversos modelos de resistores, sua composição e capacidades, então fique atento e vamos nessa!  

Atualmente, os resistores são classificados de duas maneiras, fixos ou variáveis. Os resistores fixos, tem seu valor como o próprio nome diz, fixo. Ou seja, não se altera é aquilo ou aquilo. Ao contrário disso, temos os resistores variáveis, onde seu valor varia dentro de uma faixa específica. Veja os modelos de cada um abaixo.
  • Resistores Fixos
    • Resistores de Fio (Potência)
Os resistores de fio (ou popularmente chamado de resistor de potência), são componentes robustos que são capazes de suportar altas temperaturas. Geralmente, são fabricados na cor verde e são compostos de um tubo cerâmico que envolve uma bobina de fio com alto poder resistivo. Apesar do fio com alto poder resistivo, seus valores nominais não ultrapassam os KΩ, mas suportam alta potência (até 1000KW) e possuem alta tolerância (10% a 20%).
    • Resistor de Filme Carbono
São resistores de “uso geral” na eletrônica, principalmente por seu custo mais baixo. Esses resistores são feitos de tubo cerâmico ou de vidro revestido por uma película de carbono. Possuem uma faixa de valores que vai até 10MΩ, tem uma baixa potência (até 3W) e uma tolerância média de (5% a 10%). Porém tem suas desvantagens, tem a tendência de serem eletricamente ruidosos em circuitos analógicos críticos, que necessita uma elevada estabilidade dos sinais elétricos.
    • Resistor de Filme Metálico (Resistores de Precisão)
Este resistores são fabricados com uma precisão bastante superior, em relação aos de filme de carbono. São utilizados quando são desejáveis baixas tolerâncias e alta estabilidade em relação à ruídos, como em circuitos analógicos para sinais elétricos extremamente baixos. Possuem tolerâncias de (0.05% ou 1%) e potências de dissipação de (1/8W, 1/4W e 1/2W). São essencialmente constituídos de uma fina camada de liga metálica sobre uma superfície cilíndrica de cerâmica ou outro substrato isolante.
    • Resistores SMD
Com a constante miniaturização de componentes e circuitos eletrônicos, surgiram os resistores com tecnologia SMD (Dispositivos de Montagem em Superfícies ). Basicamente o significado de SMD é "montagem em superfície", ou seja, esses resistores são soldados diretamente nas trilhas das placas de circuitos eletrônicos impressos. Suportam potência de até 16W e a tolerância varia de 0,1% até 5%.
  • Resistores Variáveis
    • Potenciômetros
É um tipo de resistor variável comum, sendo utilizado normalmente para controlar, por exemplo, o volume em amplificadores de áudio, entre outras formas de utilização.
    • Trimpot
Semelhante, e muitos vezes utilizados como potenciômetro, este termo refere-se mais a resistores variáveis onde o ajuste normalmente é realizado com a ajuda de uma pequena chave de fenda. Tradicionalmente, resistores variáveis não são plenamente confiáveis, porque o fio ou o metal em contato com suas partes móveis podem se corroer ou se desgastar. Entretanto, os resistores variáveis modernos usam materiais plásticos que não corroem.
    • Termistores
São resistores cujo valor de resistência é dependente da temperatura. E são encontrados em dois tipos diferentes:

PTC (do inglês Positive Temperature Coefficient) - É um resistor dependente de temperatura com coeficiente de temperatura positivo. Quando a temperatura se eleva, a resistência do PTC aumenta. PTCs são freqüentemente encontrados em televisores, em série com a bobina desmagnetizadora, onde são usados para prover uma curta rajada de corrente na bobina quando o aparelho é ligado.
  
   NTC (do inglês Negative Temperature Coefficient) - Também é um resistor dependente da temperatura, mas com coeficiente negativo. Quando a temperatura sobe, sua resistência cai. NTC são freqüentemente usados em detectores simples de temperaturas, e instrumentos de medidas.
   Conforme a curva característica presente na folha de dados (datasheet) do termistor, o seu valor de resistência pode diminuir ou aumentar em maior ou menor grau em uma determinada faixa de temperatura, isto é, eles não são lineares.
    • LDR's
LDR (do inglês Light Dependent Resistor ) que em português fica (Resistor Variável Conforme Incidência De Luz) é um tipo de resistor cuja resistência varia conforme a intensidade de radiação eletromagnética visível que incide sobre ele. Um LDR é um transdutor de entrada (sensor) que converte a (luz) em valores de resistência. É feito de sulfeto de cádmio (CdS) ou seleneto de cádmio (CdSe).

Sua resistência diminui quando a luz é muito alta, e quando a luz é baixa, a resistência no LDR aumenta. O LDR é muito frequentemente utilizado nas chamadas fotocélulas que controlam o acendimento de luzes em postes de iluminação e luzes em residências.

Valores de resistência típicos para um LDR padrão: • Escuridão : resistência máxima, geralmente acima de 1M ohms.• Luz muito brilhante : resistência mínima, aproximadamente 100 ohms.
E vou ficando por aqui, espero que tenha gostado e acima de tudo adquirido novos conhecimentos e conceitos sobre eletrônica, como sempre, em caso de dúvidas, me enviem para poder responde-las, grande abraço!
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

RESISTORES PARTE 2


Olá a todos! Hoje daremos continuidade ao nosso estudo sobre resistores, e hoje iremos aprender e analisar os valores padrões de mercado e suas séries, e por fim calcular associação em série e também em paralelo. Nos utilizaremos de tabelas e exemplos de cálculos para compreender e absorver mais rápido o conteúdo, então mãos a obra!
  • Valores Padrões de Resistores
Em muitos esquemas de circuitos eletrônicos, alguns resistores por conter valores de resistência enormes em alguns casos, são abreviados se utilizando de conversões de notação. Para valores de Mil e Milhões, são usados as abreviações (K) e (M), respectivamente. Em outros casos, para valores muito baixos ou para manter o valor padrão especificado nas suas cores como vimos no post sobre tabela de resistor, se utiliza o (R), para representar o zero, (ou seja é como se o valor citado nas cores fosse multiplicado por 1, que resulta em ele mesmo), veja alguns exemplos:

10R -> 10 ohms
12K -> 12.000 ohms ou 12K ohms
15M -> 5.000.000 ohms ou 15M ohms
1R2 -> 1,2 ohms
1K4 -> 1.400 ohms ou 1,4K ohms
2M2 -> 2.200.000 ohms ou 2,2M ohms
  • Séries Padrões de Resistores
Os resistores são fabricados em valores que seguem uma série padrão. Com isso, tem algumas series com valores básicos pré-definidos e que vão sendo multiplicados para formar as inúmeras possibilidades de valores para resistores comerciais.
    • Série E12
Está série é mais utilizada em resistores que possuem identificação por 4 faixas coloridas em seu corpo. Os valores que servem de base mais resultar nos demais valores dessa série, se originam de 12 multiplicadores, que são: 1.0, 1.2, 1.5, 1.8, 2.2, 2.7, 3.3, 3.9, 4.7, 5.6, 6.8 e 8.2. 
    • Série E24
Nesta série, se utilizam 24 multiplicadores básicos, e são mais comumente utilizados em resistores que possuem identificação por 5 faixas coloridas em seu corpo. Os valores são: 1.0, 1.1, 1.2, 1.3, 1.5, 1.6, 1.8, 2.0, 2.2, 2.4, 2.7, 3.0, 3.3, 3.6, 3.9, 4.3, 4.7, 5.1, 5.6, 6.2, 6.8, 7.5, 8.2 e 9.1.
"Há ainda as séries E48 e E96, com ainda mais gamas de valores intermediários. No entanto, estas séries são menos ofertadas pelos fabricantes e normalmente são aplicadas em resistores com baixíssimas tolerâncias."
  • Associação de Resistor
    • Série:
Na associação em série, a mesma corrente tem que passar através de todos os componentes do circuito. Um amperímetro colocado entre quaisquer componentes deste circuito iria indicar a mesma corrente. Porém, a tensão se divide pelos resistores, com isso, este tipo de ligação é conhecido como “divisor de tensão”.
Características dessa associação:
• Os resistores são associados um em seguida da outro, sendo percorridos pela mesma corrente;
• A corrente que circula na associação em série é constante para todos os resistores;
• A queda de tensão obtida na associação em série é a soma total de cada resistor;
• A resistência total obtida pela associação em série de resistor é igual à soma das resistências envolvidas;
• A potência total dissipada é igual à soma da potencia dissipada em cada resistor;
• O resistor de maior resistência será aquele que dissipa maior potência.
    • Paralelo
Na associação em paralelo, já ocorre o contrário, a tensão é a mesma através de qualquer um dos componentes que estejam conectados no circuito. Um voltímetro colocado entre quaisquer componentes deste circuito iria indicar a mesma tensão. Entretanto, a corrente se divide por cada resistor, e assim este tipo de ligação é conhecida como “divisor de corrente”.
Características dessa associação:
• Há mais de um caminho para a corrente elétrica;
• A corrente elétrica se divide entre os componentes do circuito;
• A corrente total que circula na associação é a somatória da corrente de cada resistor;
• O funcionamento de cada resistor é independente dos demais;
• A tensão é a mesma em todos os resistores;
• O resistor de menor resistência será aquele que dissipa maior potência.

A fórmula para o cálculo da resistência equivalente (Req) utilizada em circuitos paralelos independente da quantia de resistores e qualquer valor é a que se segue abaixo:
Agora quando a resistência equivalente tem só dois resistores, pode-se calcular da seguinte forma:
"Analisando as fórmulas acima, percebe-se que caso os valores dos resistores sejam iguais, a resistência equivalente é igual ao valor de uma das resistências dividido pelo número de resistores associados em paralelo."
    • Cálculo da Potência
Vamos considerar o cálculo da potência para as associações:
Onde:
P  = Potência em Watts        (W)
V = Tensão em Volts           (V)
I   = Corrente em Amperes  (A)
R  = Resistência em Ohms  (Ω)
Por hoje é isso, vou ficando por aqui, espero que tenha gostado das explicações e em caso de dúvidas peço que enviem elas para eu poder esclarecer todas elas! Grande abraço! 
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